
07/01/2008
Circuito das Artes.
IAP
leva produção artística a diversos pontos de Belém.
Desde o início do seu funcionamento, o IAP oferece bolsas de experimentação e pesquisa, um dos pontos centrais das atividades do instituto. São certames na modalidade de concursos que são destinados à classe artística paraense. Esse programa de bolsas, hoje ocupa um papel importante para o desenvolvimento das atividades artísticas paraenses, por ser capaz de criar condições materiais para que a produção local ganhe novos espaços e novas formas de expressão. Através dela, o artista pode aprimorar a sua técnica e, ao mesmo tempo, refletir sobre o próprio fazer artístico. Além do experimento e da pesquisa, o programa de bolsas tem como objetivo democratizar o acesso à produção artística local. Com os resultados do edital de 2007 o instituto programa exposições e espetáculos em diversos bairros da Região Metropolitana de Belém, Assim o Circuito das Artes abre novos espaços e reconhece outros como necessários para uma produtiva rede de conhecimento no âmbito da investigação e da criação artística.
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Entre as principais linguagens exploradas estão o teatro, a música, a dança, a pintura, a fotografia e a vídeo arte. Durante o Circuito, em evento realizado no IAP, o público presente pôde conferir obras como Do Barro ao Boneco, de Jefferson Cecim; A Imagem da Música, de Leonardo Venturieri; Cirandas Arranjadas para Piano a Quatro Mãos; de Urubatan Castro; e Escala Musical do Uirapuru, de Albery Jr. Além disso, em diversos pontos de Belém, foram realizadas as exposições Murografia, de Michel Pinho; Meu Mundo Teu, de Alexandre Sequeira; Low Tech Garden, de Melissa Barbery; Corpo Toma Corpo, de Armando Queiroz.
Para Armando Sobral, gerente de Artes Visuais do IAP, o programa de bolsas do Instituto ocupa um papel importante na arte paraense. Segundo ele, esse é um dos poucos projetos de financiamento dentro do estado capaz de criar condições materiais para que a produção local ganhe novos espaços e novas formas de expressão. "É um modelo de financiamento adotado por todas as grandes fundações de artes do mundo.
Através da bolsa, o artista tem condições de, a partir desse suporte financeiro, aprimorar a sua técnica e também a visão que ele tem não só sobre a sua arte, mas também sobre a realidade que o cerca. E isso dentro de um ambiente de livre criação e experimentação", explica Armando.
Além de permitir a experimentação e a pesquisa, o programa de bolsas tem como objetivo democratizar o acesso à produção artística local. De acordo com Paulo Assunção, gerente de Artes Cênicas e Musicais do IAP, já estão programadas exposições e espetáculos em diversos bairros da Região Metropolitana de Belém.
"É uma forma de democratizar a arte e trabalhar a formação de platéias em áreas onde projetos de cultura e o lazer não existiam anteriormente. Além disso", continua Paulo, "existe ainda a idéia de levar a produção dos bolsistas para as cidades do interior. Para Santarém, por exemplo, já está programado o espetáculo Do Barro ao Boneco, de Jefferson Cecim, que é baseado na cerâmica tapajônica. Para o IAP é natural que essa produção chegue à periferia e ao interior. Não dá para que o que seja produzido aqui fique restrito aos muros do Instituto".
